segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A Era Gloriosa: Prólogo

      Na mais alta cordilheira de Sharyorn, há rumores que exista uma biblioteca grandiosa, repleta de livros que contém todo o conhecimento já escrito na história de Mystikus. Este rumor chama a atenção de poucos, poucos como você, que apesar dos diversos avisos dos perigos de se aventurar em uma cordilheira tão inóspita, decidiu ver com os próprios olhos se aquele rumor era verdadeiro.

       Sua curiosidade tem um preço e você está pagando-o agora enquanto enfrenta uma terrível nevasca, parece até mesmo que os antigos deuses estão tentando impedir que complete sua jornada, mas agora é tarde para desistir. Suas provisões estão acabando, o cantil está quase vazio, se você não encontrar logo esta biblioteca, provavelmente irá morrer de fome, ou pior, congelado.
         O frio castiga a única parte descoberta de seu corpo, seu rosto. Todo o resto está envolto em dois grossos casacos de Barklo, um grande e felpudo animal doméstico das planícies de Orlos, seus pelos longos e verdes te fornecem a proteção necessária, porém fazem com que você caminhe vagarosamente, as grandes montanhas que rasgam os céus e povoam esta paisagem inóspita, são tão magníficas que em sua mente você pensa como ficariam belas em um quadro, mas admirar a beleza da natureza não é seu objetivo no momento e sim sobreviver, você se lamenta ao lembrar e continua a andar.
          A nevasca se torna tão espessa que você não consegue enxergar nada a sua frente, você decide então acampar por uma última vez, tendo a esperança de ao acordar o da esteja melhor e você finalmente encontre a biblioteca, você arma uma barraca improvisada feita de couro de Barklo e ao entrar nela retira de sua mochila uma esfera cristalina que brilha em um tom alaranjado, a luz vem de uma pequena chama que se encontra no centro da esfera, uma chama que não necessita de combustível, uma chama mágica que emana um calor tão intenso que lhe mantém confortável mesmo nas piores temperaturas, por último você retira um manto grosso de pelos feitos do mesmo animal de suas vestes, se enrola nele e dorme profundamente.
         Por dois longos Erins você ficou abrigado em sua barraca por conta da forte nevasca que não parecia enfraquecer, a sede já é absurda e você resiste a tentação de comer a neve do chão para acalmá-la, afinal as plantas da região possuem esporos venenosos que lhe matariam em pouco tempo, no início do terceiro Erin você decide se arriscar, é melhor morrer tentando do que permanecer como um estátua, seus passos estão pesados devido a falta de alimento e água, a nevasca também impede você de arriscar uma corrida, afinal qualquer deslize e você poderá cair do alto destas montanhas, em meio aos pensamentos mórbidos que assombravam sua mente, você bate em algo sólido, ao olhar para cima e ver o que é, descobre uma imensa porta de madeira ornamentada, em uma mistura de êxtase e desespero, suas mãos alcançam uma das alças da porta e bate a mesma com toda a força restante diversas vezes.
        Não há resposta, sua esperança parece aos poucos desaparecer junto com suas forças, talvez este seja o fim, talvez a biblioteca exista, mas é um lugar abandonado, talvez não tenha batido forte o suficiente, todos estes pensamentos cresceram em sua mente a medida que seu desespero também aumentava, foi então que um ranger vindo da porta lhe chama a atenção e uma voz meio rouca e sonolenta graciosamente lhe toca os ouvidos:
- Entre, entre, faz muito tempo desde a última visita que eu tive, venha você deve estar no seu limite.
Uma mão levemente enrugada lhe oferece apoio, rapidamente você devolve o gesto segurando com as últimas forças na mão do estranho que lhe puxa para dentro e lhe saúda com uma certa felicidade.
- Bem vindo, bem vindo a grande biblioteca de Carmen, estou feliz que tenha se interessado por este lugar. 

2 comentários:

  1. Eaê cara, beleza? Curti muito o texto, está de parabéns. Uma coisa que eu gostaria de sugerir é botar mais pontos nos parágrafos, afinal, os parágrafos são formados de frases, e eu acho que em vez de pontos você usou vírgulas demais, o que acaba sendo um pouco massante na hora de ler! O enredo está épico!! Até mais, Maurício!

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    1. Ah obrigado pela sugestão eu ainda to melhorando nesta parte e fico muito agradecido com críticas construtivas como a sua =D

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